Calculadora de Tesouro Direto
Simule seus títulos públicos com taxa de custódia e IR.
Como simular o rendimento do Tesouro?
O Tesouro Direto é a forma de o Governo brasileiro pegar dinheiro emprestado. Em troca, paga juros. A maioria dos títulos (como o Tesouro Selic) rende via juros compostos.
Nesta calculadora, simulamos o valor bruto e depois descontamos o **Imposto de Renda (tabela regressiva)** e a **Taxa de Custódia** (cobrada pela B3 para guardar seus títulos).
Tipos de Títulos e Custos
Principais Títulos
Tesouro Selic: Rende a taxa básica de juros. Mais seguro e com liquidez
diária.
Tesouro IPCA+: Garante ganho real acima da inflação. Ótimo para longo
prazo.
Tesouro Prefixado: Taxa fixa definida na compra.
Taxa de Custódia (B3)
A B3 cobra 0,20% ao ano sobre o valor total do título. Essa taxa é descontada semestralmente (a cada 6 meses) do saldo investido.
Exemplo Prático: Investindo R$ 2.000
Você aplicou R$ 2.000,00 no Tesouro Selic a 10% ao ano por 2 anos.
- Montante Bruto (2 anos): 2.000 × (1,10)² = R$ 2.420,00.
- Lucro Bruto: R$ 420,00.
- Imposto de Renda (20% para 2 anos): 420 × 20% = R$ 84,00.
- Taxa de Custódia (Estimada): Aproximadamente R$ 9,00 no período.
- Resultado Final: R$ 2.420 - R$ 84 - R$ 9 = R$ 2.327,00.
💡 Note que a Taxa de Custódia incide sobre o saldo total, reduzindo um pouco o ganho, mas o Tesouro continua sendo um dos investimentos mais rentáveis e seguros para pequenos investidores.
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Perguntas Frequentes
Existe isenção da taxa de custódia?
Sim! Para investimentos em Tesouro Selic até o valor de R$ 10.000,00, não é cobrada a taxa de custódia da B3.
Qual a liquidez do Tesouro Direto?
O Tesouro Selic tem liquidez diária (vende quando quiser). Os outros títulos (IPCA+, Prefixado) podem ser vendidos a qualquer hora também, mas sujeitos ao preço de mercado (marcação a mercado), o que pode gerar lucro ou prejuízo se vendido antes do vencimento.
O que é o Tesouro Direto e quais são os tipos de títulos
O Tesouro Direto é um programa oficial do governo federal brasileiro que permite pessoas físicas comprar títulos de dívida pública — ou seja, emprestar dinheiro ao governo em troca de juros. O programa existe desde 2002 e revolucionou o acesso de pequenos investidores aos ativos do governo, que antes era exclusividade de grandes players do mercado. É considerado o investimento mais seguro do Brasil porque é lastreado na garantia do próprio governo federal. Diferentemente de um CDB ou de ações (que podem desaparecer se a empresa quebrar), o governo não pode deixar de receber seus pagamentos — apenas através de mudanças constitucionais extremamente improvável. Os três principais tipos de títulos do Tesouro Direto são: (1) Tesouro Selic (pós-fixado, acompanha a taxa básica de juros), ideal para reserva de emergência e objetivos de curto prazo; (2) Tesouro IPCA+ (híbrido, combina inflação + uma taxa fixa de juro real), perfeito para aposentadoria e objetivos de longo prazo; (3) Tesouro Prefixado (taxa fixa definida na compra), ideal para aproveitar períodos de juros altos, apostando que os juros cairão no futuro.
Cada tipo de título do Tesouro tem sua própria dinâmica e é adequado para diferentes perfis de investidor. O Tesouro Selic, por exemplo, torna-se tão seguro quanto dinheiro na poupança, mas rende muito mais (porque acompanha a Selic, que é sempre maior que a rentabilidade da poupança). O Tesouro IPCA+ oferece uma proteção contra inflação, garantindo que você não perca poder de compra mesmo com aumentos de preços. O Tesouro Prefixado oferece a segurança de saber exatamente quanto você vai receber no vencimento, sem surpresas de mercado. Todos têm carência mínima de 1 dia e podem ser resgatados ou vendidos a qualquer momento, embora o Tesouro Selic seja o mais fácil de sair rápido sem perda. Essas características fazem do Tesouro Direto uma opção indispensável na carteira de qualquer investidor brasileiro, independentemente de quanto dinheiro ele tenha para começar.
Tesouro Selic vs Tesouro IPCA+ vs Prefixado: quando usar cada um
Tesouro Selic é a escolha obrigatória para reserva de emergência e dinheiro que você pode precisar em curto prazo. Ele tem liquidez totalmente diária — você consegue vender a qualquer dia útil e o dinheiro entra em sua conta no dia seguinte. O preço praticamente não oscila porque acompanha a taxa Selic (que é ajustada pelo Banco Central). Você também tem isenção de taxa de custódia da B3 se investir até R$ 10 mil. Por essas razões, é melhor que poupança e CDB com liquidez diária em termos de rentabilidade pura. Tesouro IPCA+ é ideal para objetivos de longo prazo — 5 a 30 anos — como aposentadoria complementar, educação dos filhos ou qualquer meta que esteja muitos anos à frente. Ele oferece proteção contra inflação (você recebe IPCA + uma taxa fixa de juro real, geralmente entre 3% e 5% a.a.). O trade-off é que se você precisar vender antes do vencimento, o preço pode ter caído bastante (marcação a mercado), gerando prejuízo. Por isso, é importante que você mesmo convicto de que consegue esperar até o vencimento. Tesouro Prefixado é a escolha quando você acredita que a Selic vai cair. Se a Selic está em 10% e você acha que vai para 7%, compra Tesouro Prefixado a 10,5% e lucra quando o preço sobe. Porém, se os juros subirem ao invés de cair, você perde dinheiro se vender antes do vencimento. É o título mais volátil e apropriado para investidores mais sofisticados ou com horizonte longo.
Na prática, muitos investidores usam uma combinação dos três. Tipicamente: Tesouro Selic para a reserva de emergência (40-50% da carteira), Tesouro IPCA+ para aposentadoria (30-40%, deixando trabalhar por 15-30 anos), e Tesouro Prefixado para aproveitar janelas de juros alto quando surgem (10-20% para apostas tática). A calculadora acima ajuda você a simular cada cenário e entender como cada tipo vai render no seu prazo e situação específica. O importante é: não deixe de usar Tesouro Direto apenas porque "parece complicado" — é literalmente o investimento mais seguro do Brasil, e as corretoras tornaram o processo de compra tão fácil quanto transferir dinheiro via Pix.
Como investir no Tesouro Direto passo a passo
Passo 1: Abra conta em uma corretora habilitada. Você não compra diretamente no Tesouro Direto — precisa de um intermediária habilitada. As principais são XP Investimentos, Rico, NuInvest, BTG Pactual Digital, Easynvest, Modalmais e muitas outras. A maioria oferece abertura 100% digital e gratuita, sem necessidade sequer de ir a uma agência. Escolha uma que seja confortável para você em termos de interface e atendimento. Passo 2: Complete o cadastro e responda ao questionário de perfil investidor (suitability). A corretora vai fazer perguntas sobre sua renda, patrimônio, tempo de investimento e conhecimento de mercado. Essas respostas não travam você (você pode ignorar as recomendações), mas servem para a corretora se proteger e entender seu perfil. Passo 3: Transfira dinheiro para sua conta na corretora. Você consegue transferir via DOC, TED ou Pix típicamente. Leva algumas horas para o dinheiro aparecer. Passo 4: Acesse a seção de "Tesouro Direto" no aplicativo ou site da corretora, escolha o título que deseja. Você verá uma lista com todos os Tesouro Selic, IPCA+, Prefixado disponíveis, com seus vencimentos e taxas. Clique no que você quer. Passo 5: Informe o valor (mínimo de R$ 30) e confirme a ordem. A corretora vai processar em poucos segundos, e o título aparecerá na sua carteira. Pronto, você é agora um investidor em Tesouro Direto.
Um detalhe importante pela segurança: a custódia dos seus títulos é feita pelo próprio Tesouro Nacional, não pela corretora. Isso significa que mesmo que a corretora quebre amanhã, seus títulos estão 100% protegidos — elesse ficam registrados na B3 em seu nome. A corretora é apenas intermediária, não guardiã. Isso é fundamental entender: você não está confiando seu dinheiro na corretora, está confiando no governo federal. Se a corretora fechar, seus títulos migram automaticamente para outra corretora sem perda alguma. Essa é a razão pela qual Tesouro Direto é considerado o investimento mais seguro — não porque a corretora é segura, mas porque o ativo em si (um título do governo) é garantido constitucionalmente. Depois que você compra, pode ficar tranquilo: seu dinheiro está rendendo e seguro, independentemente do que acontecer ao mercado financeiro no curto prazo.
Perguntas Frequentes sobre Tesouro Direto
Posso perder dinheiro no Tesouro Direto?
No Tesouro Selic, praticamente não. Ele acompanha a taxa Selic e oscila muito pouco. No pior cenário, a Selic cai, e sua rentabilidade também cai, mas você não "perde" dinheiro investido. No Tesouro IPCA+ e Prefixado, sim, é possível ter prejuízo se vender antes do vencimento. Como o preço desses títulos varia com as mudanças da Selic e das expectativas de inflação, você pode comprar por R$ 100 e ter que vender por R$ 95 se os juros subirem muito enquanto você tem o título. Porém, se você esperar até o vencimento, receberá exatamente o que foi contratado, sem perda. A regra de ouro é: só compre Tesouro IPCA+ ou Prefixado se você tiver certeza de que não vai precisar sair antes do vencimento. Use Tesouro Selic para dinheiro que pode precisar em curto prazo.
Qual o valor mínimo para investir no Tesouro Direto?
O valor mínimo é de R$ 30,00. Isso mesmo — com menos de trinta reais você já consegue investir em títulos do governo federal, reencarnando em um investidor com acesso ao ativo de renda fixa mais seguro do Brasil. Antes do Tesouro Direto existir, precisava de R$ 10 mil mínimo e apenas instituições grandes podiam acessar. Essa democratização do acesso é um grande avanço. Para cotas fracionárias de títulos (quando o título está vencendo em breve em valor próximo de vencimento), o mínimo pode variar conforme a corretora, mas praticamente sempre consegue entrar com menos de R$ 100. Vale investir pequenas quantias regularmente — essa é a estratégia de aportes mensais que rende muito nos juros compostos de longo prazo.
Como o IR é cobrado no Tesouro Direto?
O Imposto de Renda é regressivo e cobrado sobre o lucro (ganho), não sobre o principal. A alíquota depende do tempo que você mantém o título: 22,5% para até 6 meses, 20% para 6 a 12 meses, 17,5% para 12 a 24 meses, e 15% para mais de 24 meses. A tributação é direta na corretora — você não precisa declarar nada na declaração anual do IR, a corretora já desconta automaticamente. Exceção importante: Tesouro Selic tem incidência de IR normal, mas muitos usam para reserva de emergência onde a tributação é menor. Se você vender em menos de 6 meses, paga 22,5% de IR. Exemplo: compra Tesouro Selic por R$ 1.000, vende em 2 meses por R$ 1.020 de lucro de R$ 20. IR = 20 × 0,225 = R$ 4,50. Você recebe R$ 1.015,50 líquido. Por isso, muitos investidores usam Tesouro Selic para reserva de curto prazo e aceitam pagar IR — o rendimento mesmo após IR é superior a poupança e CDB com liquidez diária em cenários normais.
⚠️ Aviso: As informações neste conteúdo são educativas e informativas. As simulações da calculadora são baseadas nos dados inseridos pelo usuário e nas alíquotas de IR vigentes. Este conteúdo não constitui recomendação de investimento. Rentabilidades passadas não garantem resultados futuros. Consulte sempre um gestor de investimentos ou assessor certificado antes de tomar decisões sobre alocação do seu patrimônio. Cada investidor tem um perfil de risco, objetivos financeiros e horizonte de tempo únicos.
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