Simulador Financeiro 2026

PJ ou CLT: qual vale mais para você?

Compare o salário líquido real considerando impostos, FGTS, férias, 13º, plano de saúde e todos os custos invisíveis de cada regime. Descubra qual modelo remunera melhor o seu perfil.

🟢 Seu Regime PJ

O valor que a empresa te paga pelo serviço.
Consulte seu contador. O Simples III é o mais comum para TI.
Base do INSS PJ. Mín: 1 salário mínimo (R$ 1.412).
Honorários do contador + banco + certificado digital.
Você paga integralmente quando é PJ.

🔵 Sua Proposta CLT

O valor que consta na sua carteira assinada.
Benefício que a empresa oferece (sem custo para você).
Benefício livre de impostos recebido como CLT.
Descontos de 6% do salário para VT (calcularemos).
Gympass, PLR, Bônus, Stock options, etc.

🟢 Regime PJ

Entradas

Faturamento bruto R$ 0

Deduções Obrigatórias

Imposto (DAS / Simples / LP) − R$ 0
INSS sobre Pró-Labore − R$ 0
IRPF sobre Pró-Labore − R$ 0

Custos Operacionais

Contador + Taxas − R$ 0
Plano de Saúde (por conta própria) − R$ 0

Sem Esses Benefícios CLT

FGTS mensal (não acumula) − R$ 0
13º Salário (não recebe) − R$ 0
Férias Remuneradas (não recebe) − R$ 0
Renda Líquida Mensal Efetiva
Considerando todos os custos e perdas
R$ 0

🔵 Regime CLT

Entradas

Salário Bruto R$ 0

Deduções Obrigatórias

INSS (Desconto na Fonte) − R$ 0
IRPF (Desconto na Fonte) − R$ 0
Vale Transporte (Desconto 6%) − R$ 0

Benefícios Incluídos

Vale Refeição/Alimentação + R$ 0
Vale Transporte (recebido) + R$ 0
Plano de Saúde (da empresa) + R$ 0
Outros benefícios + R$ 0

Benefícios Diferidos (Mensalizado)

FGTS mensal (8% do bruto) + R$ 0
13º Salário (mensalizado) + R$ 0
Férias + ⅓ (mensalizado) + R$ 0
Remuneração Total Mensal Efetiva
Salário + todos os benefícios
R$ 0

📊 Quanto o PJ precisa faturar para igualar o CLT?

Item PJ (seu caso) CLT (equivalente)
Faturamento / Salário Bruto
Impostos totais (imposto + INSS + IRPF)
Custos operacionais (contador + saúde)
Benefícios recebidos
💰 Líquido Mensal Total

O que a maioria esquece ao comparar PJ e CLT

A comparação PJ vs CLT é muito mais complexa do que parece. A maioria das pessoas olha apenas para o faturamento bruto do PJ versus o salário CLT e tira conclusões erradas. O diabo está nos detalhes — e eles fazem diferença de 30% a 50% na renda líquida real.

Os benefícios CLT que muita gente não monetiza

  • FGTS (8% do salário bruto): Num salário de R$ 8.000, são R$ 640 por mês que ficam no seu nome. Em 5 anos: R$ 38.400 + rendimentos. Além disso, em caso de demissão sem justa causa, você recebe o saldo + 40% de multa.
  • 13º Salário: Equivale a 1/12 do salário bruto por mês. Em R$ 8.000, são R$ 667/mês que chegam todo dezembro.
  • Férias + ⅓: 30 dias de férias pagas + adicional de 1/3. Em termos mensais, representa aproximadamente R$ 889 por mês para um salário de R$ 8.000.
  • Seguro-desemprego: Em caso de demissão sem justa causa, você tem direito a receber de 3 a 5 parcelas do MPES. Difícil de precificar, mas tem valor real.
  • Auxílio-doença e afastamentos: Se ficar doente, o INSS cobre. Como PJ, o risco é 100% seu.
Regra prática do mercado: Para compensar todos os custos e a falta de benefícios, um profissional PJ geralmente precisa faturar entre 1,5× e 2,0× o salário CLT equivalente. Um CLT de R$ 8.000 geralmente só é igualado por um PJ que fatura R$ 12.000 a R$ 14.000 por mês.

Os verdadeiros custos do PJ

Ser PJ não é apenas abrir um CNPJ e esperar o dinheiro cair. Existem custos recorrentes que corroem o faturamento bruto de forma silenciosa:

  • Contador: R$ 150 a R$ 400 por mês para manter tudo em dia.
  • Plano de Saúde: Sem a empresa pagando, você paga 100% — costuma ser R$ 400 a R$ 1.200/mês dependendo da cobertura e idade.
  • Previdência privada (PGBL/VGBL): Se quiser manter a aposentadoria, você precisa custear R$ 300 a R$ 700/mês além do INSS mínimo.
  • INSS Pró-Labore: Obrigação de recolher sobre o pró-labore (20% patronal pago pela PJ + 11% do empregado, na prática).
  • Período sem cliente (vacância): Meses sem contrato = zero receita. Isso precisa ser provisionado.
Atenção ao risco PJ: Um profissional CLT tem renda garantida até ser demitido. Um PJ pode perder o contrato amanhã sem aviso, sem indenização e sem seguro-desemprego. Antes de virar PJ, tenha pelo menos 6 meses de despesas guardadas como reserva de emergência.

Quando a PJ realmente compensa

A PJ compensa quando o profissional consegue uma combinação de fatores favoráveis:

  • Faturamento significativamente maior do que o equivalente CLT (pelo menos 50% acima).
  • Regime tributário favorável — especialmente Simples Nacional Anexo III com RBT12 baixa, onde a alíquota efetiva começa em 6%.
  • Múltiplos clientes simultâneos, reduzindo o risco de vacância.
  • Disciplina financeira para provisionar férias, 13º, FGTS e INSS voluntariamente.
  • Perfil empreendedor que usa a PJ para crescer além do salário — contratando, diversificando receita.

Perguntas Frequentes — PJ vs CLT

O PJ paga INSS e tem direito à aposentadoria?

Sim, mas de forma diferente. O sócio de uma empresa precisa recolher INSS sobre o pró-labore (valor mínimo: 1 salário mínimo). Esse INSS garante todos os benefícios previdenciários: aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade, etc. A diferença é que o INSS CLT é descontado automaticamente, enquanto o PJ precisa gerenciar ativamente esse recolhimento via GPS ou pela própria guia do Simples.

Qual o melhor regime tributário para PJ de TI?

Para a maioria dos profissionais de Tecnologia da Informação com faturamento até R$ 4,8 milhões/ano, o Simples Nacional Anexo III (ou às vezes Anexo V) é o mais vantajoso. Com faturamento baixo (até ~R$ 180 mil/ano acumulado), a alíquota efetiva começa em apenas 6%, tornando a carga tributária muito mais baixa do que no Lucro Presumido. Consulte um contador para definir o melhor enquadramento para o seu caso específico.

PJ pode usar MEI para receber como profissional de serviços?

O MEI tem restrições importantes: o faturamento anual máximo é de R$ 81.000 (R$ 6.750/mês), e algumas atividades profissionais (como engenharia e advocacia) não podem ser MEI. Para muitos prestadores de serviços que faturam mais, o MEI é inviável. Além disso, empresas contratantes de grande porte geralmente exigem que o prestador tenha uma empresa de ME (Microempresa) no Simples, não MEI.

A empresa pode ser punida por contratar PJ ao invés de CLT?

Sim. Se o vínculo for caracterizado como relação de emprego (mesmo horário, exclusividade, subordinação, pessoalidade), o Ministério do Trabalho pode reconhecer o vínculo empregatício mesmo que haja um contrato PJ. Isso é chamado de "pejotização ilegal" e pode gerar passivos trabalhistas para a empresa. Por isso, muitas empresas só contratam PJ quando há real autonomia, ausência de exclusividade e flexibilidade de horário.

Férias e 13º: o PJ pode simular esses benefícios?

Sim — e é altamente recomendado. Um PJ disciplinado separa todo mês 1/12 do faturamento líquido como provisão de 13º e mais 1/11 como provisão de férias (30 dias pagos + 11 meses de trabalho). Sem essa disciplina de provisionamento, muitos PJs chegam ao fim do ano sem ter "tirado férias" e sem dinheiro extra — perdendo uma das maiores vantagens do modelo CLT sem nem perceber.

⚠️ Este conteúdo é informativo. Consulte um contador ou advogado trabalhista antes de tomar decisões sobre seu regime de trabalho.

As diferenças fundamentais entre CLT e PJ

A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é o regime de emprego formal com carteira assinada, regido por lei e que vincula o trabalhador diretamente a uma empresa. No modelo CLT, o empregado tem jornada definida, subordinação à empresa e todos os direitos trabalhistas previstos em lei. Já o trabalhador PJ (Pessoa Jurídica) presta serviços como empresa, geralmente abrindo um CNPJ na modalidade MEI (Microempreendedor Individual) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) no Simples Nacional — e a relação jurídica é de prestação de serviços, não de emprego. Isso significa que o contratante não é empregador e, portanto, não tem obrigações trabalhistas com o prestador PJ.

A diferença de custo para quem contrata é enorme. No regime CLT, além do salário bruto, o empregador arca com o INSS patronal de 20%, o FGTS de 8%, férias com adicional de um terço, 13º salário e outros encargos como RAT e contribuições a terceiros — o que eleva o custo real do empregado para algo entre 1,6× e 1,8× o salário registrado na carteira. No regime PJ, o contratante paga apenas o valor combinado no contrato de serviços, sem nenhum encargo trabalhista adicional. Essa diferença é a principal razão pela qual muitas empresas optam por contratar profissionais como PJ — e por que o valor bruto recebido pelo PJ tende a ser maior do que o salário CLT equivalente.

O que o trabalhador perde e ganha ao optar pelo PJ

Ao escolher o modelo PJ, o profissional abre mão de uma série de proteções que a CLT garante automaticamente. As principais são: férias remuneradas com adicional de um terço (30 dias pagos + 1/3 do salário), 13º salário (uma remuneração extra equivalente a um mês de trabalho paga em dezembro), FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, equivalente a 8% do salário depositado mensalmente), seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa, estabilidade especial para gestantes desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, e licença-maternidade remunerada de 120 dias (e licença-paternidade de 5 dias, prorrogável para 20 dias em empresas que aderirem ao programa Empresa Cidadã) custeadas pelo INSS. Abrir mão desses direitos representa, na prática, uma redução de 30% a 40% do valor real da remuneração.

Em contrapartida, o modelo PJ oferece vantagens que atraem muitos profissionais. A principal delas é o salário bruto mais elevado: como a empresa economiza nos encargos, costuma repassar parte dessa economia ao prestador de serviços na forma de um valor contratual maior. Além disso, o PJ tem mais liberdade de horário e de local de trabalho, podendo negociar condições de forma mais flexível. Há também a possibilidade de deduzir despesas legítimas como custo da empresa, como equipamentos, internet, telefone e até parte do aluguel de um home office, reduzindo a base tributável. E para quem tem disciplina financeira, é possível provisionar voluntariamente o equivalente às férias, 13º e FGTS, simulando os benefícios CLT com o valor extra recebido.

Como calcular se a proposta PJ realmente compensa

Regra prática do mercado: para ter poder de compra equivalente ao de um CLT, o faturamento bruto PJ precisa ser 30% a 40% maior. Um CLT de R$ 5.000 geralmente equivale a um PJ de R$ 6.500 a R$ 7.000 brutos. Mas esse percentual varia conforme o nível salarial e os benefícios oferecidos.

A regra dos 30% a 40% é um ponto de partida, não uma fórmula definitiva. Para salários mais altos, o percentual necessário pode ser maior devido à progressividade dos impostos. Para salários mais baixos, pode ser menor. Os principais fatores que influenciam o cálculo são: os benefícios incluídos na proposta CLT (plano de saúde, vale-refeição, vale-transporte e outros têm valor real mensal que deve ser monetizado), o regime tributário que o PJ adotará (MEI tem carga tributária muito baixa, mas limite de faturamento de R$ 81 mil/ano; Simples Nacional Anexo III é vantajoso para TI; Lucro Presumido pode ser mais caro), e os custos fixos do PJ como contador, tarifas bancárias, certificado digital e plano de saúde próprio. Todos esses elementos precisam ser subtraídos do faturamento PJ antes de comparar com o salário CLT.

A forma mais precisa de fazer essa comparação é usar uma calculadora como a desta página, que leva em conta todos esses fatores de forma simultânea. A calculadora PJ vs CLT do Portal das Contas calcula o INSS e o IRPF de cada regime, monetiza os benefícios CLT, desconta os custos operacionais do PJ e apresenta o líquido mensal real de cada cenário lado a lado. Use os campos acima para simular sua situação específica, alterando o faturamento PJ, o regime tributário, os benefícios CLT e os custos fixos. Pequenas variações nesses dados podem mudar completamente o resultado — o que reforça a importância de fazer essa conta com cuidado antes de assinar qualquer contrato.

Mais Perguntas Frequentes — PJ e CLT

PJ pode ter carteira assinada ao mesmo tempo em outro emprego?

Sim, é perfeitamente legal. Não existe nenhuma lei no Brasil que impeça uma pessoa de ter vínculo empregatício CLT em uma empresa e, ao mesmo tempo, ter um CNPJ ativo para prestar serviços a outros clientes. As duas situações são juridicamente independentes. O ponto de atenção é o contrato CLT: alguns contratos de trabalho incluem cláusulas de exclusividade ou não-concorrência que proíbem o empregado de prestar serviços a concorrentes ou de exercer atividade remunerada paralela. Se não houver essa cláusula, não há impedimento legal. Também é importante verificar se as atividades do CNPJ são compatíveis com os horários do emprego CLT para não caracterizar desvio de função ou uso indevido de recursos da empresa.

O que é pejotização e quando ela é ilegal?

Pejotização é o termo usado para descrever a prática de uma empresa exigir que um profissional abra um CNPJ para ser contratado, quando na verdade a relação é de emprego disfarçada — com subordinação, horário fixo, pessoalidade (só aquela pessoa pode prestar o serviço) e exclusividade. Nesses casos, a pejotização é ilegal e pode ser reconhecida pela Justiça do Trabalho como fraude à legislação trabalhista, gerando passivos para a empresa: pagamento de todos os direitos CLT retroativos, com multas e juros. A pejotização é lícita somente quando há real autonomia do prestador: liberdade de horário, possibilidade de recusar serviços, ausência de subordinação direta e, preferencialmente, prestação de serviços a múltiplos clientes.

MEI tem direito a aposentadoria e auxílio-doença?

Sim. O MEI contribui mensalmente com uma parcela destinada ao INSS dentro do valor fixo do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Em 2026, essa contribuição é de 5% do salário mínimo — o que equivale a aproximadamente R$ 70,60 por mês. Com esse recolhimento, o MEI tem direito a: aposentadoria por idade (mas não por tempo de contribuição, pois a alíquota é reduzida), auxílio-doença em caso de incapacidade temporária (após 12 meses de carência), salário-maternidade, pensão por morte para dependentes e auxílio por invalidez. É importante destacar que a aposentadoria por tempo de contribuição — que exige contribuição sobre o teto — não está disponível para o MEI que contribui apenas com a alíquota reduzida. Para ter acesso a essa modalidade, é necessário fazer uma complementação de INSS voluntária.

Compare PJ e CLT com números reais do seu caso

Use nossa calculadora gratuita para descobrir qual modelo remunera melhor o seu perfil, considerando impostos, FGTS, férias, 13º e todos os custos invisíveis. Acesse em portaldascontas.com.br/calculadoras/pj-vs-clt e simule diferentes cenários antes de tomar sua decisão.

📊 Calcular INSS 💼 Conversor de Salário

⚠️ Esta calculadora usa tabelas fiscais de 2026 (INSS e IRPF) e é de caráter educacional. Alíquotas e regras tributárias podem mudar. Consulte sempre um contador ou advogado trabalhista antes de tomar decisões sobre seu regime de trabalho.